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LONGA É A ARTE, TÃO BREVE A VIDA

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sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Arcanjo Miguel, de Lilian Zampol.

Um filósofo, ao perceber que havia uma pessoa admirando uma pintura, aproximou-se e disse assim:
- As artes serão sempre meios de comunhão entre as pessoas e, por isso, a intenção de comunicar algo deve ser a mais autêntica possível.
O observador mirou os olhos do filósofo e indagou:
- É pela disciplina e sinceridade que se reconhece a qualidade da obra de arte?
E o filósofo respondeu olhando para a pintura:
- Os fenômenos artísticos apontam os feitios morais pelos quais são reconhecidos os artistas de categoria insuspeitável.
O observador voltou sua atenção novamente para a obra e ponderou:
- Um artista bom não pode criar obras de má qualidade, e um artista sem talento não pode produzir boas obras.
O filósofo, ao ouvir as palavras do observador, retirou-se com um leve sorriso nos lábios, falando baixinho:
- Ele entendeu. Definem-se os artistas, bons e maus, pelo atributo de suas criações.

2 comentários:

Anônimo disse...

Lindo Patrick, adorei, obrigada pelas palavras, são lindas. Tenha um ótimo dia e a semana inteira também. Abraços, Lilian Zampol.

Analuka disse...

Belas palavras, linda imagem: deliciosa e delicada combinação! Abraços alados azuis.