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LONGA É A ARTE, TÃO BREVE A VIDA

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sábado, 26 de março de 2011

Sangue Latino

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A Prece, de Escola Europeia, século XVIII.

Jurei mentiras
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Homem Caminhando, de Emiliano Di Cavalcanti.

E sigo sozinho

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A Tentação, de Gaetano Chierici, século XIX.

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Assumo os pecados
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Vento Rosa, de Paul Klee, 1922.

Os ventos do Norte

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O moinho, de Harmensz van Rijn Rembrandt, 1650.
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Não movem moinhos
E o que me resta é só um gemido

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A idade da Vida, de Camille Claudel, 1898-1913.

Minha vida

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Letores retornando para Brutos os corpos mortos
de seus filhos, de Jacques-Louis David, 1789.

Meus mortos

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Estrada para Port-Marly, de Camille Pissarro, 1860.

Meus caminhos tortos

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Tiradentes Esquartejado, de Pedro Américo, 1893.

Meu sangue latino
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Sem Título, de Paula Batista.
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Minha alma cativa

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Ritual, de Sylvio Pinto, 1972

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Rompi tratados
Traí os ritos

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A rendição de Breda ou As Lanças,
de Diego Rodrigues de Silva y Velazquez, 1634-35.

Quebrei a lança
Lancei no espaço
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O Grito, de Edvard Munch, 1893.
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Um grito
Um desabafo
E o que me importa
É não estar vencido
Minha vida
Meus mortos
Meus caminhos tortos
Meu sangue latino
Minha alma cativa
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(Música Sangue Latino, de João Ricardo e Paulinho Mendonça)
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3 comentários:

As Tertúlias... disse...

Um grito...
Bravo.
Coragem...

Osvaldo disse...

Patrick,

Viajei nessa estrada de Pissarro.

Maravilha.

Tais Luso disse...

Oi, Patrick! Lindos, todos! Mas o Tiradentes esquartejado, amigo... Que coisa!

O Grito é fantástico, embora muito conhecido, é o retrato de todos nós. E agora mais do que nunca!

bjs
Tais Luso